O jornal New York Times anunciou essa semana o fim do TimesSelect, seu serviço pago na web e a abertura de seu conteúdo para acesso livre, incluindo videos, blogs, podcasts, artigos de 23 colunistas e seus arquivos desde 1987. Textos datados de 1851 à 1922 também terão acesso livre.
O TimesSelect foi lançado há exatamente dois anos, em Setembro de 2005 e contabilizava, segundo o próprio NYT, mais de 787 mil inscritos, dos quais cerca de 470 mil acessavam o serviço como benefício sem custo adicional da assinatura do jornal impresso, 227 mil pagavam $7.95 dólares mensais ou $49.95 por ano pelo acesso online e mais de 89 mil recebiam o serviço gratuitamente através de parcerias com universidades.
O jornal espera superar o lucro das incscrições no TimesSelect (cerca de $10 milhões anuais) através de um modelo baseado em publicidade e anunciou a American Express como primeiro patrocinador das novas “áreas abertas”.
Muitos acreditam que outros grandes jornais devem seguir o mesmo caminho na web.
Em press release no último dia 17, o NYT esclareceu a natureza de sua decisão: “Desde que o TimesSelect foi lançado em 2005, mudanças no jeito que as pessoas encontram notícias e opiniões na web alteraram o ambiente online. Por conta do crescente uso das buscas como meio para navegar na web, o NYTimes.com espera ver um aumento substancial no número de visitantes únicos chegando ao site assim que o muro do pagamento cair.”
Search Engine Optimization
Marshall Simmonds, chief search strategist, responsável pela maximização do tráfego e exposição em mecanismos de buscas do NYTimes.com, estava apenas iniciando os esforços de SEO quando o TimesSelect foi lançado, em entrevista ao blog SEOmoz afirmou que “Essa é uma das maiores e mais positivas mudanças que o NYT online fez até hoje”, completa, “Ela demonstra dedicação aos usuários e uma posição que sem dúvida irá levar outros meios a repensar suas estratégias. Abrir milhões de pontos de entrada para um dos mais ricos arquivos do mundo apenas terá um efeito positivo para todos envolvidos. Está procurando por informações sobre a batalha de Camargo em 1851? Ou a coluna mais recente de Thomas Friedman? Isso agora esta aberto ao mundo”
Simmonds diz também que os dois anos inteiros de dados coletados já permitem prever de maneira razoável o retorno nas estratégias de otimização do site, mas que ainda é difícil calcular o valor a longo prazo do retorno devido a abertura do conteúdo em termos de link building - a conversação que se contrói em torno de um conteúdo que é referido a partir de outros sites e blogs na rede. Incoming links tornam o site mais relevante aos mecanismos de busca, que consideram cada link como uma espécie de “voto editorial” à uma página.


2 Comments Received
Junho 4th, 2008 @6:11 pm
Olá Lunaé,
Conteúdo é moeda valiosa na web: As pessoas buscam informações na internet, se elas não encontram no seu site irão procurar no de seu concorrente. Limitar acesso ao conteúdo é andar para trás…
Abraços,
Géssica.
Junho 5th, 2008 @5:07 pm
Oi Géssica,
Gostei do texto em seu blog: Conteúdo é moeda valiosa na web em que você comenta como alguns veículos de mídia no Brasil quando vão online “não permitem ou dificultam o diálogo, utilizando a antiga tática do monólogo: empurrando várias notícias garganta a baixo de seus leitores. Disponibilizam “formulários para contato com limitações de caracteres”, e-mails para contato em páginas escondidas…” e como os leitores “estão cansados de pessoas que sobem em “palanques e fazem monólogos intermináveis”. Com o advento da web, da criação crescente de blogs, um fato é notável: as pessoas também querem ser ouvidas e participar desse diálogo.” “A web não tem fornteiras”, boa!
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